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quarta-feira, agosto 29

COZINHA NOSTÁLGICA E A RAINHA DOS PUDINS


COZINHA NOSTÁLGICA E A RAINHA DOS PUDINS

A família, reunida, sentava-se à mesa para saborear as mais apetitosas refeições. E todos riam-se extasiados como num fabuloso comercial de sopa Campbell.
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Lá pelos idos dos anos 50 e começo dos 60, a cozinha sofreu seu auge. Refiro-me ao cômodo, não à culinária propriamente dita. A cozinha, portanto, era o ambiente mais animado da casa. Era ali que se preparavam banquetes e boquinhas para impressionar o chefe e os sogros. Que se reuniam as amigas para contar sobre o novo salva-vidas do clube. Era ali que começavam os primeiros passos dos filhos, enquanto a avó ensinava a mãe a fazer o mais poderoso dos refogados - tudo para que o maridão chegasse do trabalho e encontrasse o que era de se esperar: a sua esposa devidamente de avental a lhe preparar o manjar dos deuses.
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Era dali que surgiam as tortas para recepcionar os novos vizinhos. Aos montes, pulavam do forno os bolinhos para a confraternização da igreja a fim de arrecadar fundos para a construção da creche. Dali ecoavam as explosões quando se abria um pote de azeitonas ou de pasta de amendoim. Os ruídos do liquidificador, da panela de pressão e das latas sendo rasgadas por abridores famintos faziam um côro cotidiano. O calor do forno, o equilíbrio da farinha na balança, o apito do marcador...tudo isso acrescentava à cozinha uma atmosfera familiar, caseira, receptiva...enfim, feliz. Era a felicidade familiar ao melhor estilo da nostálgica época. Era a dona de casa a frente de seu paraíso particular, a proporcionar alegria aos seus queridos.
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Mas o tempo não somente leva a vitalidade e a juventude embora, como também a fascinação por cozinhas cor-de-rosas e visual retro. Hoje em dia, muitas casas mantém a cozinha como um lugar neutro. Uma mudança drástica dos tempos. Pinta-a de branca, coloca-se um fogão para disfarçar, uma mesa para dois e pronto. Lugar mais inútil não há no século XXI. Com a invenção do micro-ondas e os restaurantes fast-food, definitivamente a cozinha passou do posto do mais acolhedor ambiente da casa para o quase desnecessário, pendendo para o limbo da inutilidade. Um desastre não somente para a família, que funcionava ao redor da cozinha, como também para a nossa saúde.
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Hoje nos entupimos de coisas congeladas, industrializadas, processadas. Conservantes, colorantes. Forno, o que é isso? - perguntarão nossos filhos. Por isso, a cozinha Obvious traz uma receita dos golden times da culinária caseira. Uma receita que fazia o homem afrouxar a gravata, sentar na poltrona de veludo e pedir uma cerveja para a esposa (what else?) enquanto assistia a "Bewitched". Não era um mundo maravilhoso?
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Para relembrarmos a cozinha de outrora, e a celebrar, apropriadamente, aqui vai a receita da sobremesa clássica, de 1961: Queen Of Puddings - ou a Rainha dos Pudins, se preferir. Portanto, coloque seu melhor avental e reaviva sua cozinha!
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Ingredientes:
1/2 litro de leite
1 colher de sopa de manteiga
Casca ralada de 1/2 limão
1/2 xícara de pão ralado fresco
2 ovos
1 clara de ovo
1 xícara de açúcar
1 xícara de geleia de framboesa ou frutas vermelhas de sua preferência.
Modo de Preparo:
Coloque o leite, a manteiga e a casca de limão ralada em uma panela e deixe ferver. Despeje esta mistura sobre a farinha de rosca e a deixe se transformar em um mingau cremoso.
Pegue os 2 ovos e separe as gemas. Bata as 2 gemas e acrescente ao mingau cremoso, adicionando metade do açúcar. Despeje a mistura em um recipiente e o coloque dentro de uma forma funda com água. Leve ao forno a 180°C durante 20 minutos, para assar em banho-maria. Quando estiver firme, retire do forno e espalhe a geleia por cima.
Bata em neve as 3 claras restantes, até ficar firme. Adicione o restante do açúcar e bata novamente. Cubra a camada de geleia com as claras em neve, polvilhe um pouco de açúcar por cima e leve ao forno, novamente, a 180°C por mais 10 minutos até que o merengue esteja levemente dourado.

Bom apetite!
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Para quem precisa de inspiração ao criar um ambiente nostálgico, aqui está um comercial da Campbell's Soup, de 1975.


Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/sphere/2012/04/cozinha-nostalgica-e-a-rainha-dos-pudins.html#ixzz24xzDH9sF

quinta-feira, janeiro 10

Era do plástico baquelita





A competição acirrada entre fabricantes de matérias à base de baquelita, o desenvolvimento de outros plásticos e principalmente a ampla utilização da baquelita no design de utensílios, tornou-a mais barata do que nunca em uma economia de escala jamais experimentada por qualquer outra matéria-prima. A baquelita resultou num dos melhores substitutos para materiais tradicionais. Também era mais barata que outros materiais como madeira e aço e, em várias situações tão ou mais resistente. Por outro lado, o uso da baquelita e outros plásticos não requeriam muita mão-de-obra para montagem e acabamento do produto final. Todo produto de baquelita poderia ter a cor de sua escolha o que não ocorria com a madeira e o aço que necessitavam de pintura.
Mas, o preto e o marrom eram as cores mais usadas durante os anos 30, no intuito de assemelhar a baquelita ao aspecto da madeira e do ferro. A baquelita foi usada freqüentemente para imitar materiais de madeira em produtos tais como gabinetes de rádio, telefones, cigarreiras, relógios, bases de abajur, acabamentos automobilísticos e assim por diante. Na alta sociedade americana havia um pouco de resistência contra produtos em baquelita, pois eram vistos como baratos e sórdidos. Esta visão e reputação da baquelita foi criada porque outros produtos plásticos não foram bem empregados anteriormente, assim a baquelita teve uma reputação injusta nas camadas mais ricas da sociedade americana.
A The Bakelite Corporation se empenhou em convencer vários setores da indústria, a embelezar seus produtos com plástico. No caso do rádio, a baquelita foi vista como uma boa substituta para a madeira, que era freqüentemente usada pela classe rica de sociedade americana. Mas, a imitação de madeira através de baquelita estava quase perfeita.
O melhor de tudo era que um rádio de baquelita era muito mais barato que um rádio com gabinete de madeira. Principalmente durante a depressão dos anos 30, a baquelita tornou possível a que todos os americanos pudessem comprar um rádio por apenas US$10, ao invés das centenas de dólares de um rádio com gabinete de madeira.


Fonte: www.bricabrac.com.br